ABREU, Álvaro Trigo
Nasceu a 2 de Julho de 1899 na Longra, freguesia de Barcel, concelho de Mirandela, filho de Joaquim Trigo de Negreiros e de Cândida da Conceição de Souza Azevedo, casou com Berta de Jesus Castelo Trio de Abreu, de Vale Telhas, em 25 de Junho de 1938 e faleceu em Lisboa a 11 de Abril de 1970. Depois dos estudos secundários em Bragança, licenciou-se em Agronomia no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa, em 1923, com uma dissertação final de Curso sobre a Cultura da Oliveira. Em 1924 foi nomeado Adjunto do Director da Escola Agrícola Móvel das Caldas da Rainha, mas em 1927 regressa a Trás-os-Montes como Director da Escola Agrícola Móvel Menezes Pimentel. Em 1932 é nomeado Presidente da Junta Cadastral Concelhia de Mogadouro, onde, com uma equipa de distintos técnicos, procede ao cadastro da propriedade agrícola daquele concelho. Em 1935 é nomeado Chefe da IV Brigada da Campanha da Produção Agrícola e Director da Estação Sericícola Menezes Pimentel, em Mirandela, à qual permaneceria profundamente ligado ao longo de toda a sua vida. Em 1940 é nomeado Presidente da Casa do Douro, onde se mantém até ser nomeado Director da Estação Agrária do Porto, onde permaneceu cerca de quinze anos, estando associado de muito perto ao desenvolvimento da cultura do Milho com o estudo e a divulgação dos milhos híbridos, em que se distinguiu sobremaneira o Eng. Agr. Paulo da Costa, e também ao fomento da produção leiteira com a criação, durante o seu mandato, da Estação de lacticínios de Paços de Ferreira. Permaneceu atento e ligado aos problemas do Douro, tendo assegurado entre 1950 e 1969 as funções de Delegado do Governo junto da Casa do Douro, “com total desinteresse material, prescindindo das remunerações devidas ao cargo”, como salientava a notícia da sua exoneração e louvor. Esteve também associado ao movimento de fomento e qualificação do Vinho Verde, quer no apoio ao nascente movimento cooperativo, quer como delegado do Governo junto da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, período em que desenvolveu um profícuo entendimento com o Eng. Amândio Galhano. Em 1958, deixa a Estação Agrária para ser nomeado Inspector Chefe da Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, função que desempenhou até atingir o limite de idade em 1969. Desempenhou ao longo da sua vida um papel muito activo na defesa dos interesses regionais de Trás-os-Montes, em sintonia com a acção política regionalista de que o seu irmão, Joaquim Trigo de Negreiros, foi incansável obreiro. Foi ainda activo defensor da criação da Secção regional do Norte da Ordem dos Engenheiros e também da criação da Secção de Engenharia Agronómica no seio daquela Ordem. Foi agraciado com a comenda de Grande Oficial da Ordem de Mérito Agrícola.