AFONSO, Nascimento Augusto
Nasce na freguesia de S. Maninho, concelho de Miranda do Douro, em 14 de Novembro de 1945. Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, teve mestres como Jacinto do Prado Coelho, Lindley Cintra, Borges de Macedo, Andrée Crabé Rocha, David Mourão Ferreira, Eduardo Prado Coelho, Ester de Lemos e outros. Quando se dá o 25 de Abril, Nascimento Afonso é oficial miliciano. Na longa madrugada desse dia, participa na tomada dos estúdios da Rádio Televisão Portuguesa, ao Lumiar, e vive intensamente as transformações políticas e sociais desencadeadas pela Revolução dos Cravos. Integra a 5.ª Divisão do Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA), como adjunto do Comandante Manuel Nemésio (filho do Prof. Vitorino Nemésio). Trabalha, então, na secção de Relações Públicas daquela célebre Divisão, sob as ordens do Coronel Varela Gomes e do Comandante Ramiro Correia. Participa em reuniões militares, no Instituto de Defesa Nacional (IDN), priva com as mais proeminentes figuras do Movimento das Forças Armadas (MFA) e do Conselho da Revolução (CR), toma parte nas Campanhas de Dinamização Cultural e entusiasma-se pelos ideais de Abril.
Em 1976/77, faz estágio pedagógico clássico no Liceu Nacional de Guimarães. No ano seguinte, leciona no Liceu Nacional de Chaves. Em 1978/79, é colocado no Liceu Nacional de Santo Tirso, hoje Escola Secundária D. Dinis, onde desempenha vários cargos, com destaque para o de Presidente do Conselho Directivo/Executivo, que exerce de 1980 a 1988 e de 1995 até hoje. Fazendo obra, tornou esta Escola numa Escola de excelência, apetecida pela comunidade local. As provas dadas na liderança, a aposta na sua formação e o facto de ser bom profissional e gestor escolar, trabalhador incansável, homem de bom senso, probo, generoso e simples, tenaz e rigoroso, tomaram-no conhecido e mereceram-lhe os convites para trabalhar na Inspeção Geral de Educação (IGE) e, em 1996, para ocupar o cargo de Diretor Regional de Educação do Norte (DREN), que, por razões familiares e alguma modéstia da sua parte, rejeitou.
E se a sua ideia força é prestar um serviço de qualidade à educação, a sua concepção de Escola aberta leva-o a intervir social e politicamente na sociedade local em que vive – Santo Tirso – e naquela de onde é oriundo e onde, no dizer dele, permanece a sua identidade – Miranda do Douro. Em Santo Tirso, conseguiu para a Escola, a que preside, a celebração de protocolos com a Câmara Municipal, com a Polícia de Segurança Pública, com o Centro de Saúde, com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, com a Santa Casa da Misericórdia, com o Ginásio Clube de Santo Tirso, com a Imprensa e a Rádio locais. É ainda representante de todas as Escolas no Conselho Municipal de Segurança e Proteção Civil. Em Miranda do Douro, ocupa, com muita honra, o seu lugar de deputado municipal na Assembleia da sua cidade natal.”
Domingos Raposo