CORREIA, António Narciso Alves
Nasceu na Cumieira, concelho de Vila Real, nos princípios da década de 60 do século XIX e fixou-se em Vila Real com uma loja para venda de quase tudo o que havia para vender. Também foi relojoeiro e tipógrafo. E foi ainda proprietário de um dos três prelos fixos, anteriores à imprensa em Vila Real.
Elísio Amaral Neves apresentou esta figura na História ao Café, realizada no Museu de Vila Real, em 9 de Junho de 1998, sob o título: Brinquinhos de Bisalhães e Fotografia da Feira dos Pucarinhos (Anac c. 1890). Diz o referido autor que havia nesse tempo três prelos em Vila Real: além daquele que pertenceu a António Correia. havia outro do Governo Civil e um terceiro de Estalisnau Correia de Matos.
Lê-se ainda que este fotografo que deve ter sido o proprietário do primeiro atelier de fotografia que houve em Vila Real tomou imagens da Feira dos Pucarinhos, pelo menos, em 1870 e em princípios dos anos 90. Mas “as suas facetas” mais sensacionais são provavelmente as de inventor e publicista.
Inventou, entre outras coisas não menos mirabolantes, um navio duplo, uma escada em caracol sem degraus ou escalões, um novo modelo de telha de barro, um carro mecânico, uma rabeca com alma mecânica, umas botas com madeira e sola apertadas com parafusos introduzidos de cima para baixo, para facilitar a substituição e uma tenda de campismo.
Como publicista escreveu entre outras as seguintes obras: Código Social, Base da Federação Luso Brasileira; Propaganda Sanitária; A Previsão do tempo, A Saúde das Videiras e o Fim do Mundo e talvez, a mais imprevista de todas por ter sido escrita por volta dos oitenta anos: Modos de Conservar, Readquirir e Vivificar a Potência.