FERRÃO, António Manuel Caiado
Nasceu 26 de Setembro de 1925, em Trevões, concelho de S. João da Pesqueira, duma família ali com importantes raízes, filho de António Caiado Ferrão (licenciado em Filosofia e Medicina) e de Alice de Magalhães Caiado (doméstica).
Fez a 4.a classe em Trevões, completou o 4.° ano liceal no Colégio de Lamego e o 7.° ano no Colégio Almeida Garrett Porto. Iniciou o Curso de Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa, transferindo se para a Universidade de Coimbra, onde concluiu a licenciatura em 1953. Tirou ainda o Curso de Saúde Pública no Instituto Ricardo Jorge em Lisboa. Casou, em 1948, com Maria Margarida Pires de Castro (que frequentava o 3° ano de Letras Clássicas), de quem teve cinco filhos: Maria (psicanalista em Lisboa), Pedro (licenciado em Economia e Professor da UTAD-Vila Real), António Manuel (deficiente mental), Raul (enólogo pela Universidade de Monpelier) e Manuel (licenciado em Medicina).
Casou em segundas núpcias com Maria da Nazaré Carvalho Morais.
Regressou a Trevões onde exerceu clinica geral durante dois anos. Fez estágio em Anestesia e Cardiologia nos Hospitais Civis de Lisboa, vindo para o Hospital de Mirandela (pertença da Santa Casa da Misericórdia), em 1957 como Chefe dos Serviços de Anestesia onde se manteve até à sua reforma, em 1990.
Acumulou a chefia do Serviço de Radiologia até 1997. Foi também Director do Centro de Saúde. Acumulou ainda funções no Hospital de Macedo de Cavaleiros. Com Mário Rafael fez equipa cirúrgica nos Hospitais da Santa Casa Misericórdia de Mirandela e de Valpaços.
Foi Presidente da Câmara Municipal de Mirandela entre 1965 66. Após a reforma retirou se para a sua terra natal, para o seu velho solar. onde continua a exercer medicina privada gratuitamente, “seguindo a tradição” do seu pai. “a ajudar as pessoas da (sua) terra”.
Confessa que “não enriqueci, materialmente, mas foi uma vida plena de dádiva e abnegação…muitos anos de imenso trabalho e reduzidos benefícios materiais”. A bondade e profissionalismo de Caiado Ferrão são recordados por muitos sem esperar recompensa, fosse no serviço público ou no privado.
Jorge Lage