FERREIRA, José
Nasceu em Vila Real, em 1646. Faleceu em 27.12.1699. Foi professor e administrador. O Tomo VIII da História da Companhia de Jesus no Brasil (1949), escreve dele: Entrou na Companhia a 7 de Setembro de 1663: Prefeito dos Estudos em Coimbra quando embarcou em 1688 para Professor de Teologia no Maranhão. Em breve verificou o desnível da terra para tais estudos, e pediu que lhe permitissem ir exercitar os ministérios da Companhia na lha Terceira (Açores). Voltou em 1695 como Reitor do Colégio do Maranhão, em que deu mostras de extrema caridade na peste da varíola, branca e preta, que então grassou em todo o Estado. No ano seguinte de 1696 recebeu patente de Superior da Missão, e teve oportunidade de intervir no motim de 1698 entre o Bispo e as autoridades civis, que começaram a maltratar os Padres, por o Bispo se aconselhar com eles.
Afim de tratar deste e doutros assuntos da Missão foi a Lisboa, donde voltou em 1699, e faleceu neste mesmo ano, a 27 de Dezembro, na Aldeia de Guaricuru dos Ingaibas, hoje Melgaço, Pará, quando fazia o seu ofí¬cio, de Superior, visitando as Casas e Aldeias. Diz o Necrológio “que devia ser imortal”. Primeira cópia da resposta que deu o Padre Superior das Missões José Ferreira à carta dos da Junta da Coroa do Maranhão, que tinham preso e entaipado o Bispo D. Timóteo do Sacramento. Maio de 1698.
Em Bettendorff, Crónica, 679 680. A. Carta do P. José Ferreira ao P. Geral, do Maranhão, 23 de Maio de 1690. (Bras. 26, 168). Tinha vindo por 2 anos a ensinar Teologia e verificou que a Missão ainda não era capaz. Pede para voltar não ao Reino, mas à Ilha Terceira, Açores, e dar se a ministérios. Lat. B. Carta ao P. Geral, de Lisboa, 6 de Fevereiro de 1699. (Bras.26, 187). El Rei e o Conselho Real dão razão aos Padres contra os acusadores do Maranhão. Confirmam se os decretos. Lat. A.S. I.R., Bras. 27, 8v; Livro dos óbitos, 6; Bettendorff, Crónica, 585; S. L., História, IV 227 228.