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FIDALGO, Albino José

Nasceu em Montalegre, nos princípios do séc. XX. Morreu em 1963. Era oriundo de uma numerosa e conhecida família Barrosã. Cada um foi para seu lado. Viveu muitos anos em Moçambique, depois de ter de ausentar se da Terra natal por razões políticas e também de sobrevivência. Primeiro foi para Lisboa e trabalhou numa companhia de transportes fluviais. Depois tentou a sua sorte em Moçambique. Fixou se em Lourenço Marques (actual Maputo) e aí fundou a Casa Fabião, um próspero comércio de malas. Homem prudente e atento ao que se passava à sua volta, sentiu, em determinada altura que as coisas não corriam bem. E por isso voltou a Lisboa, instalando se num Hotel. Pouco tempo depois Moçambique entrava em crise política, como ele suspeitava. Com as economias que conseguiu amealhar, pôde ter uma velhice tranquila. E ainda ficou com um património que bastou para o tirar do anonimato em que sempre vivera, ajudando a família, numerosa e pobre que ficara por cá. O Correio da Manhã que nos serviu de suporte a esta nota e cuja data não conseguimos identificar, escreveu dele: «nos tempos de África sempre ajudou os irmãos que já morreram. Alguns deles conseguiram estudar graças a ele.

Com o regresso à Metrópole quis conhecer os novos membros da família, os pequenos sobrinhos de quem ouvia falar através de cartas e de um seu irmão, com quem esteve em Moçambique. Um sobrinho que trabalha nas Finanças em Montalegre confessou àquele Jornal: “conheci meu tio na quinta de um amigo dele, onde eu passei a ir com o meu avô materno. Tinha eu oito anos. A partir daí meu Tio passou a dar me uma mesada, de 500$00 por mês, para eu estudar. Outros sobrinhos tiveram a mesma sorte, graças ao dinheiro que o benemérito trouxe de África e ainda com o produto dos investimentos feitos no ramo imobiliário, em Lisboa e Santarém.

Em 1963 morreu deixando uma herança exemplar: legou o seu património imobiliário ao Estado Português, bem como uma grande quantidade de dinheiro que, resolvidas as questões burocráticas, permite. agora, ao Instituto Nacional de Habitação. utilizar 62 mil contos que o benemérito deixou, para realizar um investimento no concelho de Montalegre, destinado a auxiliar os cidadãos mais carecidos”.

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