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MAGALHÃES, Domingos José de Sousa

Foi arcebispo de Militene e o único que não teve sé própria.
Nasceu em Vila Pouca de Aguiar, em 2.3.1809. Doutorou-se em Direito em 23 de Julho de 1837. Seguiu se um período como Professor da Universidade de Coimbra e foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa. O Cardeal Patricarca, D. Guilherme que em Coimbra fora seu professor e padrinho de doutoramento, nomeou o provisor e vigário geral do patriarcado, a 8 de Maio de 1852. Ele próprio lhe conferiu a sagração depois que Pio IX o honrou com o título de Arcebispo de Mitilene, por provisão de 7.3.1853.
Sucedeu que D. Domingos Magalhães atravessou uma fase de saúde menos boa, sobretudo nos domínios da mente. Em 16 de Maio de 1855 concedeu lhe o Patriarca três meses de licença. Entretanto D. Domingos chegou a pedir a demissão que o Patriarca não aceitou, antes lhe renovou as competências que retomou em 3 de Dezembro desse mesmo ano.
Seguiu-se um período de polémicas entre o arcebispo transmontano e o Patriarca, chegando aquele a proferir um discurso violento na câmara dos pares contra este e publicando um folheto com acusações desabridas com o mesmo. Este clima de divergências levou o patriarca a suspendê-lo, em 14 de Julho de 1856. Retirou lhe todas as competências religiosas, quer pontificais e jurisdicionais no patriarcado, quer aquelas que lhe tinham sido conferidas no Grão Priorado do Crato. D. Domingos ainda recorreu para a Coroa, acusando o Patriarcado de perseguição.
Sucederam se os folhetos sobre o conflito e ele somente se resolveu com a morte do prelado de Vila Pouca, em 19.2.1872. Havia sido atacado de loucura permanente e incurável.

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