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MAGALHÃES, Fernão de

Tem sido polémica a terra de origem deste herói nacional. Uns dão no oriundo do Porto, outros de Lisboa, outros ainda, de Sabrosa. O Prof. Doutor Manuel Alcino Martins de Freitas, publicou (em 1980), um livro sobre esta figura da vida nacional e escreve: “por sorte e por felicidade, encontrou se em Lisboa, um testamento feito pelo próprio F. de Magalhães, no Bairro de Belém, com data de 19 de Dezembro de 1504, três meses antes de embarcar para a Índia, no qual declara ser natural da Vila de Sabrosa, comarca de Vila Real, Província de Trás-os-Montes”. Também o Dicionário da História de Portugal afirma ter ele nascido por volta de 1480. Faleceu em Macton, nas Filipinas, em 7.4.1521. Alistou se na armada de D. Francisco de Almeida e partiu para a índia em 1505.
Em 1509 participou na Batalha Naval de Diu. Em 1513 regressou a Portugal. Nesse mesmo ano participou na Tomada de Azamor (Marrocos). Como não viu reconhecidos pela coroa todos os seus bons serviços prestados ao País, foi oferecer se aos reis de Castela. Em 20.10.1517 encontrava se em Sevilha acompanhado do cosmógrafo Rui Faleiro, para atingir as Molucas, por caminhos vedados aos Portugueses, pelo Tratado de Tordesilhas. Carlos V aceitou o seu convite, assinando com eles o contrato em 22.3.1518. Preparou cinco barcos e partiu com 265 homens, do porto de São Lúcar de Barrrameda, em 20 9 1519. Para o êxito dessa missão teve o apoio de cosmógrafos, cartógrafos e pilotos portugueses. Em 31.3.1520 atingiu o estreito que passou a ser conhecido pelo seu nome. Aí aportou para fazer face ao rigoroso inverno. Reprimiu aí uma revolta, durante a qual condenou à morte dois dos revoltosos, deixando mais dois na praia, perdendo também dois barcos. Seis meses após a paragem prosseguiu viagem e, em 26.11.1520 iniciou a longa travessia do Pacífico.
A tarefa foi árdua, dizimando a fome, a sede e o escorbuto, a tripulação dos três restantes navios.
Em 16.3.1521 ancorou em Cebu, nas Filipinas, tendo iniciado as trocas comerciais, por ter sido bem recebido pelo chefe local. Mas este chefe local andava em Guerra com o seu homólogo da ilha de Mactan e Fernão de Magalhães, colocou se ao lado daquele seu anfitrião (de Cebu). Acabou por sair se mal, pois caíram numa emboscada e foram todos presos. Foi concluída a viagem de circum navegação por Sebastião del Cano que aportou em San Lúcar de Barrameda em 6.9.1522, chegando apenas com um navio e 18 homens. Ficou a dever se a Fernão de Magalhães que morreu no cativeiro de Mactan, a ideia da mais arriscada viagem marítima.

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