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MAGALHÃES, Joaquim Pinto de

Nasceu em Alijó, em 6 de julho de 1819, filho do 1º Visconde de Ribeira de Alijó. Foi único visconde de Conde de Arriaga. Dele escreve o Mensageiro de Bragança, de 21 de setembro de 2001, pela mão de Eduardo Proença Mamede: Era fidalgo cavaleiro da Casa Real e do Conselho de D. Luís I. Concluiu o curso de Direito na Universidade de Coimbra a 6 de julho de 1840, contando então apenas 21 anos, e logo em 1844 teve o despacho para o Ultramar, servindo em Moçambique. Em 1850 foi nomeado governador desta ex-província ultramarina pelo Duque de Loulé, com quem mantinha estreitíssimas relações de amizade. Filiado deputado por Moçambique, sendo posteriormente várias vezes deputado pelo círculo de Alijó. Pertenceu ao Conselho Ultramarino como vogal efetivo e, quando se extinqueu este, passou à mesma categoria na Junta Consultiva do Ultramar. A 29 de dezembro de 1881 foi nomeado par do Reino e, em 1885, ascendeu a presidente da Relação de Luanda. Por Decreto de 17 de outubro de 1871, o Rei D. Luís I agraciou-o com o título de Visconde de Arriaga, honra que o Rei D. Carlos I elevou para Conde, por Decreto de 19 de abril de 1890. Em 1876 casou com D. Elisa Adelaide Esteves Guimarães, filha de António Esteves da Costa Guimarães, que faleceu a 15 de agosto de 1898. Joaquim Pinto de Magalhães foi um dos proprietários do jornal “Revolução de Setembro”, fundado por José Estêvão Coelho de Magalhães e dirigido por António Rodrigues Sampaio, mais conhecido pelo “Sampaio da Revolução”, bem como foi um dos diretores da Companhia de Águas de Lisboa. O 1º Visconde de Arriaga foi comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e possuía o oficialato da Ordem da Rosa, no Brasil. Faleceu em Lisboa a 17 de dezembro de 1892, contando 82 anos.

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