MARTINS, Manuel António
Também conhecido localmente por Tiu Manuel Simon, nasceu em 01/06/1922, na freguesia de Palaçoulo, concelho de Miranda do Douro. Apesar de só possuir a 4ª classe, foi ajudante do Registo Civil na década de cinquenta, Presidente da Junta de Freguesia de Palaçoulo na década de sessenta e proprietário de uma casa comercial nesta localidade.
Ferreiro de profissão (arte que aprendeu de seu pai e avô e que sempre executou com muita perfeição), detentor de iniciativa empresarial e intuição industrial, é considerado o pai da indústria em Palaçoulo. Um ano depois de ter chegado a eletricidade a esta terra, decidiu, com base na forja tradicional, criar uma indústria nesse ramo.
Em 1967, propôs sociedade a um cunhado, José Maria Martins, ferrador, e a um irmão deste, Domingos do Nascimento Martins, sociedade que arrancou com a designação de “Martins e Martins” e a fabricar dois modelos de navalhas e um de facas. Dois anos mais tarde (1969), por divergências nos critérios de fabrico, deixa a sociedade e cria uma firma em nome individual “Manuel António Martins (MAM)” onde integra três filhos.
Quatro anos depois da morte da esposa, em 1984, entrega a firma aos filhos que a transformam em sociedade por quotas “Fábrica de Cutelarias Filman, Lda”, em que continua, por alguns anos, de vendedor com estatuto especial. Os filhos, José Afonso Martins (nascido em 06/02/1946), Domingos da Nascimento Martins (nascido em 31/01/1951) e Altino José Martins (nascido em 03/09/1956), contando com uma organização e entendimento sólidos, têm continuado a expandir a empresa que conta com algumas máquinas concebidas e construídas pela sociedade familiar e fabrica hoje cerca de noventa modelos de cutelaria, empregando 25 pessoas.
Manuel António Martins, homem empreendedor, com espírito de risco, audácia e investimento próprio, lançou em 1967 as bases industriais na aldeia rural de Palaçoulo, continuadas pelos filhos e, no mesmo ramo ainda, pelos seus primeiros sócios e pelos irmãos Abel Afonso Gonçalves e José Maria Gonçalves, que se lançaram, em 1980, na Indústria da Tanoaria, também plena de sucesso.
Domingos Raposo