MELO, Inácio Luís Madeira de
Nasceu em Chaves, em 1775 e faleceu por volta do ano de 1833, com o posto de general.
Alistou-se como cadete no Regimento de Chaves, em 5.1.1791. Em 1797 era alferes e em 1802, era tenente. Mas conservou se fora do exército durante o domínio do general Francês Junot. Em 3.8.1808 regressou já como capitão. Durante a Guerra Peninsular combateu em diferentes frentes de luta contra os invasores. Foi ferido em Burgos, em 1812 e na Batalha de Tolosa, em 1814, foi promovido a major.
Em virtude da sua bravura foi graduado em Tenente Coronel. Em 1820 encontrava se na Baía (Brasil) quando chegou a notícia da revolução. Juntamente com outros coronéis formaram aí um movimento.
E em 10.2.1821 todos os quartéis foram diante do Palácio do Governador, o General Conde da Palma e os oficiais declararam que reconheciam a dinastia de Bragança e que jurariam a Constituição que fosse votada nas Cortes de Lisboa. Pediram que se promovesse a eleição dos deputados da Baía.
Os funcionários da Câmara aderiram a esse movimento. Mas o Governador negou se a reconhecê-lo, pelo que seguiu, de barco, para o Rio de Janeiro. Nessa altura surgiram no Brasil dois movimentos: o português chefiado pelo militar Flaviense Inácio de Melo, nessa altura já brigadeiro e o outro partido brasileiro, comandado pelo tenente coronel Manuel Pedro de Freitas.
Seguiu-se a nomeação do Brigadeiro Inácio de Melo, por carta régia de 16.2.1822 do cargo de Governador da Baía. Essa nomeação faz parar os tumultos. Já depois de promovido a general, continuou a lutar tenazmente. Mas acabaria por ser derrotado no combate de 19.12.1822, pelo que em 1.7.1823 embarcou clandestinamente para Portugal com as tropas Portuguesas derrotadas. O conselho de guerra, absolveu o em 23.10.1824, embora essa decisão só tenha sido publicada na Ordem do exército, em 24.4.1828.
Foi reformado pelo governo de D. Miguel em Janeiro de 1832. Escreveu vários livros.