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MORAIS, Júlio de

Nasceu em Izeda, concelho de Bragança, em 12.12.1879 e morreu em Braga, em 27.1.1946.
Foi sacerdote, escritor e conferencista. Entrou na Companhia de Jesus, no noviciado do Barro (Torres Vedras), em 18.9.1896. Até à sua morte conservou um extraordinário amor à sua Companhia. Por isso nunca se poupou a esforços, a perscrutar em arquivos, na interpretação de documentos sumidos pelos anos. etc.. para desfazer calúnias e mal entendidos.
Mereceu-lhe particular atenção o período de vida do regime pombalino, dedicando se ao estudo das obras do padre José Caeiro.
Dedicou também um estudo criterioso publicando três fascículos dos sermões e cartas suas ao Padre António Vieira. acompanhando a publicação de numerosas notas escrupulosamente cuidadas. Foi ele quem descobriu as primeiras edições clandestinas dos sermões do grande orador, como se pode ver num fascículo que também deu à Imprensa.
Escreveu os dois últimos tomos da volumosa Relação Anual das Coisas que Fizeram os Padres da Companhia de Jesus nas suas Missões, para o que teve de vencer muitas dificuldades. No 1.° volume de Proscritos, do padre Luís Gonzaga de Azevedo, S.J., dá se a conhecer a saída de Portugal do padre Morais, quando foi proclamado o regime republicano, desde que saiu do Colégio de Campolide. Conseguiu então fugir para Espanha, tendo sido professor no colégio “La Merced”, em Burgos. Realizou muitas conferências pelo nosso país e Espanha.

G.E.P.B.

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