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NORONHA, Constança de

Não era transmontana, mas foi casada com D. Afonso, 8.° conde de Barcelos e fundador da Casa de Bragança.
Este casou em primeiras núpcias com D. Brites de Alvim, filha da transmontana D. Leonor Alvim (natural de Reboreda, Montalegre) e de D. Nuno Álvares Pereira. Morreu de parto, provavelmente em 1414, em Chaves.
Em 1420 D. Afonso que era o Senhor das terras de Trás-os-Montes e grande parte, do Minho, voltou a casar com D. Constança de Noronha, filha do Conde de Gijon e de D. Isabel. Obviamente passou D. Constança a titular da Casa de Bragança, partilhando a enorme fortuna que passava por Bragança, Chaves, Terras de Barroso e muitas de Entre Douro e Minho. D. Afonso viveu grande parte da sua vida em Chaves, na sede que ainda hoje existe, junto ao Castelo. D. Constança de Noronha, quase só viveu no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, palácio feito quase exclusivamente para assegurar a sua sobrevivência, por morte do marido, D. Afonso que tinha cerca de 50 anos de idade quando casou com ela (tendo 16). Não houve filhos do casal. Nem há dados seguros da permanência de D. Constança na sua Casa de Chaves. Sabe se que o marido aí morreu, em 1462 e é, por isso muito provável que a esposa que se sabe ter sido muito dedicada, certamente o visitaria e lhe faria companhia, pelo menos, nos últimos tempos.
A Câmara Municipal de Chaves consagrou o seu nome na toponímia Flaviense. D. Constança faleceu em Guimarães, em 26 de Janeiro de 1480 “com perfume de santidade”.

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