OLIVEIRA, Alípio José da Cruz
Nasceu em Chaves, em 30.7.1893, falecendo no Porto, em 28.1.1979.
Começou os estudos em Chaves e prosseguiu os no Porto. Chegou a frequentar a Universidade. Mas interrompeu para cumprir o serviço militar no R.I. 19, precisamente em Chaves. Após algum tempo de vida militar foi mobilizado para Angola, em 1915. Regressado a Portugal ingressa na Escola de Guerra e é mobilizado para França, com o posto de alferes, integrado no RI 21, no Corpo Expedicionário Português (I Grande Guerra, 1917 18). Num combate que teve lugar em 9.3.1918, como comandante do pelotão, foi ferido. Por acções em combate é então promovido a tenente, por distinção, recebendo a medalha da Torre e Espada e Cruz de Guerra. Serviu, depois, no R.I. 31, Quartel General do Porto, como 2.ª Comandante. Também serviu na carreira de Tiro, de Espinho. Por se negar a assinar uma mensagem de felicitações ao Dr. António de Oliveira Salazar, numa altura em que este foi distinguido com a Torre e Espada, foi lhe fixada residência em Portimão, mais tarde em Beja e finalmente, em Bragança.
Em 1934 volta ao Porto e em 22.4.1938 passa à situação de reserva. Os últimos 20 anos da sua carreira militar passou os como Comandante da Casa da Reclusão Militar do Porto. Em 1953 passou à situação de reforma, por limite de idade. Foi lhe atribuída a Medalha da Ordem Militar de Aviz, a Medalha de Mérito Militar, da Vitória, de Comportamento Exemplar, das Campanhas do Sul de Angola (1915) e das Campanhas de França (1917).
Publicou vários artigos em jornais e revistas, como: Anuário de Chaves, O Primeiro de Janeiro, O Eco, Correio da feira, Voz de Portugal, Comércio de Chaves e A Voz de Chaves. Publicou o livro: O Espírito Lusíada ao Serviço do Império (1942). Tem um filho, igualmente ilustre: Eng.° Alípio Jorge Coelho da Cruz Oliveira. O pai ficou mais conhecido por Capitão Alípio de Oliveira e a Câmara de Chaves atribuiu-lhe uma rua com o seu nome.