PEREIRA, Carlos Fraga Lopes
Nasceu no Telhado, freguesia de Viade de Baixo, concelho de Montalegre, em 25 de dezembro de 1940. Filho do Morgado da Casa do Cerdeira, José Lopes Pereira, irmão de dois afamados padres barrosões da época. Fez a instrução primária no Eiró, concelho de Cabeceiras de Basto, e frequentou o Colégio Particular de S. Miguel de Refojos.
Em 29 de fevereiro de 1962, foi admitido na MAGOP, Barragem dos Pisões, como apontador, frequentando simultaneamente a Escola Preparatória que aí existia até fins de 1974. Nessa altura, por terem terminado os trabalhos da Barragem, foi trabalhar para outro empreendimento promovido pela O.P.C.A. (Empresa de Obras Públicas e Cimento Armado), com sede em Lisboa, mas com um projeto no chamado plano de rega do Alentejo, com estaleiros em S. Teotónio (Odemira). Foi aí admitido em 1 de janeiro de 1965, como empregado de escritório, com a responsabilidade do processamento das folhas de férias do pessoal que ali prestava serviço.
Em 21 de março de 1966, foi nomeado, após concurso, para funcionário judicial do Tribunal da Comarca de Figueiró dos Vinhos e, mais tarde, por motivos de promoção, transferido para Mafra. Posteriormente, foi colocado no Tribunal de Cabeceiras de Basto e, finalmente, no Tribunal da Comarca de Lisboa. Prestou serviço nos tribunais de Polícia (entre 1971 e 1974), no Tribunal de Família (1974 a 1979). Quando foi promovido a Escrivão-Adjunto, foi colocado no 2.º Juízo do Tribunal de Família de Lisboa, 3.ª Secção.
Em 14 de agosto de 1990, foi nomeado Escrivão de Direito efetivo da 1.ª Secção do 2.º Juízo do Tribunal de Trabalho, cargo que chefiou até 25 de agosto de 1993. Nessa altura, foi transferido para a 3.ª Secção do 3.º Juízo do Tribunal de Família no Palácio da Justiça. Aposentou-se como Escrivão de Direito em 27 de setembro de 1999, com 36 anos e meio de serviço, fixando residência na conhecida Casa da Raposeira, que fora de seu pai, em Cabeceiras de Basto.”