🎖️ Ilustres

PINHEIRO, José Luís Gomes

Nasceu em 18 de abril de 1944. Tirou o curso de Engenharia Militar/Força Aérea na Academia Militar/ST (1968), com alta classificação. Chefiou o Gabinete de Estudos do Serviço de Infraestruturas da Força Aérea, em Moçambique (1968-1974). Foi Presidente da Comissão Administrativa do Concelho de 1979 e Presidente da Câmara Municipal de Bragança (Janeiro de 1977 a Dezembro de 1989), com quatro mandatos consecutivos, como independente, por listas do PSD e CDS.
Em ‘Os Portugueses e o Mundo’, Maio/85, de cuja Comissão Executiva fez parte como vogal, e aí exarou o seguinte testemunho, que transcrevo:
‘Aceitei participar nesta tarefa “Os Portugueses e o Mundo”, porque reconheço a necessidade e oportunidade de acordarmos deste sonho de alguns anos, em que a comunidade tem vindo a perder a memória do seu passado. Perdemos, sem sentir, o gosto de ser quem somos. Temos de reencontrar a solidariedade simples da vizinhança da rua, do bairro, da cidade e perguntar-nos quem aqui viveu antes de nós. E temos de perceber por que falamos a mesma língua e também por que assim é, no Porto e em Lisboa, como em Luanda ou no Rio de Janeiro. Seja o Império uma fase transitória da vida do nosso país, o que lhe sobrevive é, por certo, mais permanente. É aí que estão as raízes. O futuro dos portugueses começou em Guimarães e só a consciência dessa comunidade histórica nos pode dar o rumo certo para ultrapassar este “cabo”, como fizemos a tantos outros. Está escrito em Delfos: ‘Conhece-te a ti próprio’. Sabedoria antiga com que era recebido quem na Grécia se interrogava sobre a sorte que os deuses lhe destinavam. O conjunto de atividades programadas para “Os Portugueses e o Mundo” pode bem ser a nossa ida a Delfos e, portanto, o passado essencial para dar continuidade ao nosso futuro coletivo. Não será suficiente que nos conheçamos, mas creio que é verdadeiramente meio caminho andado para encontrar as soluções de que precisamos para nos situar no mundo e gerar o bem-estar que todos desejamos.’

Raúl Morais, in A Sineta, Maio/2000 10 28.”

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