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PIRES, Benjamim Videira

“Nasceu em Torre de D. Chama, Mirandela, a 30 de outubro de 1916, e faleceu na mesma localidade a 10 de janeiro de 1999. Era irmão de outro ilustre transmontano, o sacerdote Francisco Videira Pires. Viveu meio século em Macau, onde deixou um legado importante. A Tribuna de Macau, em 8 de julho de 1995, publicou uma página inteira sobre ele, assinada por Celina Veiga de Oliveira, intitulada “O timbre de investigador”, e também uma biografia de Jorge Arrimar intitulada “De Mirandela a Macau…”.
Benjamim Videira Pires nasceu em Torre de Dona Chama, Mirandela, e completou o curso primário na sua terra natal. Iniciou a sua formação no Seminário da Costa, em Guimarães, e terminou os preparatórios do Seminário Menor, equivalente ao Curso Geral Liceal. Em 1932, entrou na Companhia de Jesus e, em 1936, concluiu o Curso Superior de Humanidades Clássicas e de Literatura Portuguesa, no Mosteiro Beneditino de Alpendurada, em Marco de Canavezes. Estudou também na Faculdade de Filosofia de Braga, onde obteve o Bacharelato em Filosofia, em 1940. Seguiu para Granada, Espanha, onde estudou Teologia por quatro anos.
Foi ordenado sacerdote no Porto, a 5 de agosto de 1945, e iniciou a sua carreira de professor no Seminário Menor dos Jesuítas, em Macieira de Cambra. Depois de completar a sua formação espiritual em Salamanca, partiu para Macau em 1948, a bordo do navio Kertosono. A partir do terceiro dia da viagem, começou a anotar suas impressões, que mais tarde se tornaram as cartas publicadas no seu livro Meia Volta ao Mundo (1958). Durante sua estadia em Macau, trabalhou como investigador e historiador, e dedicou-se ao estudo da civilização chinesa, aprendendo a língua chinesa.
Além de ser um escritor prolífico, com obras em diversos gêneros (biografia, teatro, poesia), Benjamim Videira Pires também se destacou como historiador e docente. Publicou artigos em revistas como Religião e Pátria, e sua obra foi amplamente reconhecida, incluindo a tradução do seu livro Jardins Suspensos para o japonês. Foi membro de várias associações de história, incluindo o Instituto Histórico Ultramarino e a International Association of Historians of Asia. Também dirigiu a revista Religião e Pátria por doze anos.
Sua obra literária inclui livros como Liberdade de Consciência e Fé como Grão de Mostarda, além de várias coleções de poesia. O Padre Videira Pires também teve uma notável carreira em Macau, onde fundou e foi diretor do Instituto D. Melchior Carneiro e desempenhou um papel importante na vida cultural e histórica da região. Em 1992, a sua obra Os Extremos Conciliam-se foi traduzida para chinês, e ele continua a ser uma figura de grande importância no campo da história e literatura macaense.”

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