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TEIXEIRA, Virgínia Rosa

Nasceu em Vila Nova, Freguesia de Folhadela, concelho de Vila Real.
Faleceu em 1925, em Lisboa, mas o seu corpo foi trasladado para o cemitério de Vila Real, onde existe uma rua com o pseudónimo por que foi conhecida: Madame Brouillard.
A Enciclopédia Verbo escreve desta pitonisa Transmontana, o seguinte: Tornou-se conhecida sob o pseudónimo de Madame Brouillard e teve, durante muito tempo, consultório na Rua do Carmo n.° 43, s/1., direito, em Lisboa. Depois de ter feito largas viagens pela Europa, onde estudou as Ciências Ocultas, nomeadamente Fisiognomia, Quiromancia, Cartomancia e Hipnotismo, esteve no Brasil, onde trabalhou, segundo se diz, para a Polícia do Rio de Janeiro. Por fim, fixou a sua residência em Lisboa, dando consultas diárias das 9 às 23 horas, no seu gabinete na Rua do Carmo, 43.
Anunciava-se nos principais jornais de Lisboa das primeiras décadas deste século e tinha uma clientela que ía desde as classes médias às mais altas categorias sociais. Falava, além do português, alemão, espanhol, francês, inglês e italiano. Nos últimos anos da sua vida, sofreu graves contrariedades por motivos familiares. Morreu em Trás os Montes, legando parte da sua fortuna relativamente avultada, a instituições de beneficência do distrito da sua naturalidade e aos pobres.
Deixou testamento, por sua morte, o qual foi contestado pelos seus herdeiros legitimários. O processo foi até ao Supremo Tribunal de Justiça que, em 1932, finalmente, permitiu às instituições beneficiadas receberem os legados instituídos pela testadora. As instituições beneficiadas foram: Hospital de Vila Real; Caixa de Socorros D. Virgínia Brouillard; União Artística Vila Realense; Asilo da Infância Desvalida; Escola Madame Brouillard (lugar da Raposeira, na freguesia de Folhadela) com um prémio anual para a melhor aluna; Recolhimento de N.a S.a das Dores; Associação dos Bombeiros Voluntários de Vila Real; Asilo dos Velhinhos de Vila Real; dote anual destinado à rapariga mais pobre e de comprovada honestidade, de Vila Nova, na freguesia de Folhadela, desde que se provasse ter sido sempre boa filha e carinhosa para seus pais: importância avultada para com o seu rendimento se adquirirem enxovais para recém nascidos. de mulheres pobres, hospitalizadas na enfermaria de Santa Bárbara, no Hospital de São José, em Lisboa.

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